A mística dos Ornatos Violeta envolveu o Coliseu

MO Ornatos 30 A mística dos Ornatos Violeta envolveu o Coliseu

Quem diria que um dia os Ornatos Violeta iam fazer sete coliseus?

Dos sete, estive em três: o primeiro de Lisboa, o primeiro do Porto e o último de todos, também no Porto. Sentiu-se um crescendo de emoções a fervilhar, de concerto para concerto. A setlist era a mesma — com a excepção de uma canção surpresa no último concerto -, mas não houve nenhum momento repetido. Ontem, já havia saudades. Os cinco trocaram olhares cúmplices, abraçaram-se e choraram como quem sabia que estavam prestes a despedir-se novamente. Foram três horas muito emotivas. Todo o concerto foi uma espécie de encontro de amigos, com o Manel sempre a reconhecer pessoas na plateia. Os agradecimentos, tanto da banda como do público, não faltaram. Eles bem dizem que foram os fãs quem os pôs ali, quem os trouxe de volta, mas na verdade nada disso teria acontecido se não fossem eles uma banda tão boa de amar. «O amor nunca acaba» foi uma das frases de Manel na despedida. E, como o amor é isto e nada mais, os Ornatos Violeta não acabaram ali, naquele último concerto no Coliseu. Não os deixemos morrer.

Texto: Raquel Segadães
Fotografia: Miguel Oliveira

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